quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Software Educativo

Pensando o blog como um software educativo podemos dizer que ele é interativo; pois, durante construção dele, fizemos relaçoes, pesquisamos, questionamos, ouvimos nossas curiosidade e relacionamos as aprendizagens com o mundo real, com a nossa realidade como educadoras.
Tivemos autonomia para para buscar, para construir e reconstruir dúvidas e certezas, para interagirmos com a rede, com os colegas, etc. E, de acordo com Aires

"para que um software educativo seja interativo (apresente interatividade mútua), segundo o embasamento teórico adotado, é necessário que seja estruturado na forma de hipertexto, isto é, segue a característica da não linearidade do cérebro para indexar e processar informações, apresenta uma visão sistêmica aberta dos conteúdos, ou seja, aborda-os de forma relacional e integrada ao mundo "real" do indivíduo, dando sentido àquele conhecimento apreendido e a noção do todo; o fluxo das informações nele contidas apresenta o caráter de ser dinâmico, ou seja, o usuário pode agir criativamente frente a uma situação proposta pelo programa, tem autonomia."

Assim sendo, acreditamos que o blog, como um projeto de aprendizagem, possibilita que haja relações entre os saberes, permite a troca de experiências e proporciona que o internauta interaja com o conteúdo, além de, normalmente, poder criar diálogos através dos comentários, por exemplo.
Vendo esses avanços tecnológicos voltados para a educação e que proporcionam aprendizagem através da curiosidade, da busca constante, onde os grupos são formados por níveis de interesse (o que torna o projeto mais rico), está mais do que na hora de "abrirmos" nossos olhos para o novo e utilizarmos softwares educativos e interativos para melhorar e aprimorar a nossa prática docente e, então, adentrarmos esse novo paradigma da comunicação.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Nova Entrevista realizada com uma professora de Informática da educação infantil

Para planejar suas aulas, você utiliza um projeto de ensino ou de aprendizagem?
Utilizo os dois, porém com ênfase no projeto de aprendizagem.

Você segue qual linha teórica? No que você acredita?
Não sigo uma única linha. Creio que todos os teóricos têm uma grande sabedoria e devemos utilizar um pouquinho de cada e pôr em prática.

De que forma você pensa que a criança "obtém" o conhecimento que você "passa" à eles?
A criança aprende através de brincadeiras, do lúdico. Utilizo materiais concretos, assim eles apendem brincando e interagem com o computador.

Você e a professora titular da turma conversam à respeito das atividades a serem trabalhadas no laboratório de informática?
Sim. Também temos o caderno de planejmento que fica na sala do planejamento, então as professoras deixam atrás uma descrição do próximo projeto a ser trabalhado para que eu possa colher materiais e pesquisar técnicas e métodos para introduzirmos e desenvolvermos o trabalho no caso, o projeto com a turma.

A interação com o computador é o único meio de haver aprendizagem? Apenas interagindo a criança aprende?
Não. A criança interage mas também cria significados do tipo que todo ação tem uma reação (por exemplo, o mouse). A maneira mais apropriada é interagir mas também utilizar o lúdico.

No seu ponto de vista, o conhecimento, no que diz respeito à informática, se dá de que forma?
Se dá de uma maneira gradual e significativa, a criança interage e obtém o aprendizado.

Existe diferença entre o conhecimento adquirido na sala de aula e no laboratório de informática?
Cda um tem suas peculiaridades; os dois ambientes são p´roprios para a aprendizagem. A resposta está na maneira como é passado e adquirido e este conhecimento, sendo de suma importância, ser significtaivo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cecília Ramal nos mostra uma realidade que daqui alguns anos, irá ocorrer! Pena, que essa realidade não é agora... Esse texto nos faz refletir mudanças que são necessárias nas escolas, mas que sempre continuam as mesmas.
Concordo e acredito que não levará muito tempo para que tudo mude e para melhor; principalmente no que diz respeito á aumentar o conhecimento dos alunos, mesmo estes já trazendo alguns.
Se continar assim, do jeito que está, jamais nossas práticas irão se transformar em práticas na cibercultura.
Hoje já estamos vendo mudanças nas práticas escolares, o surgimento da internet que só veio a auxiliar nesse processo de mudança.
Antigamente, a informação era pouca e haviam inúmeras dificuldades para consegui-la; hoje, a informção está ao nosso alcance, com a televisão, rádio, e a própria internet, onde só precisamos abir links e pesquisar!
Enfim, pensar nessa nova forma de educar, de fazer aprendizagem, de ser aluno e de ser professor, é o primeiro passo para que possamos utilizar a tecnologia ao nosso favor, chegar à utilização da cibercultura nos meios escolares, nas tarefas... Onde as turmas não mais precisarão ser organizadas unicamente por idades, mas por níveis de interesse, onde todos aprendam juntos e não necessariamente ao mesmo tempo e da mesma forma... Esse é o sonho, a promessa do futuro e nós, professores, precisamos começar, ao menos engatinhar nessa nova idéia!!!

sábado, 1 de novembro de 2008

Escola e Cibercultura

Andrea Cecília Ramal (2000) inicia seu texto "Avaliar na Cibercultura" com a seguinte cena:

"Estamos em 2069, num ambiente de estudo e pesquisa, antigamente chamadode "sala de aula". Os aprendizes têm entre doze e dezesseis anos e conversamcom o dinamizador da inteligência coletiva do grupo, uma figura que em outrasdécadas já foi conhecida como "professor". Eles estão levantando econfrontando dados sobre os Centros de Cultura e Saberes Humanos (ou, comodiziam antes, as "escolas") ao longo dos tempos. Admirados, não conseguemconceber como funcionava, no século passado, um ensino que reunia os jovensnão em função dos seus interesses ou temas de pesquisa, mas simplesmentepor idades. O orientador de estudos lhes fala da avaliação: ela classificava osalunos por números ou notas segundo seu desempenho, e em função disso eleseram ou não "aprovados" para o nível seguinte. Os aprendizes ficam cada vezmais surpresos. Como determinar "níveis de ensino"? Como catalogar "fases deconhecimento"? O que seriam "etapas" escolares? Em que nó da rede curriculareles se baseavam para fundamentar isso? A surpresa maior se dá quandodescobrem que essas avaliações ou "provas" eram aplicadas a todos osestudantes do grupo. A MESMA PROVA? - espantam-se todos. Não conseguemconceber uma situação em que todos tivessem que saber exatamente osmesmos conteúdos, definidos por outra pessoa, no mesmo dia e hora marcados."Eles não ficavam angustiados?" - comenta um aprendiz com outro. Os jovenstentam se imaginar naquela época: recebendo um conjunto de questões aresolver, de memória e sem consulta, isolados das equipes de trabalho, sempartilha nem construção coletiva. Os problemas em geral não eram da vidaprática, e sim coisas que eles só iriam utilizar em determinadas profissões, anosmais tarde. Imaginando a cena, os aprendizes começam a sentir uma espécie deangústia, tensão, até mesmo medo do fracasso, pânico de ficar na mesma"série", de ser excluído da escola... "Assim, eu não ia querer estudar", diz umdeles, expressando o que todos já experimentam. Mas em seguida, envolvidopelos outros temas da pesquisa, o grupo inicia uma nova discussão ainda maisinteressante, e todos afastam definitivamente da cabeça aquele estranhopensamento."

Só essa "simples" cena, já nos faz pensar na escola, na sua forma de avaliar, de pensar o aluno, de ver o professor, etc. E percebemos que a necessidade de uma mudança de paradigmas e de currículo na escola, são indiscutíveis!
Estamos submersos num currículo planejado para uma cultura que não nos pertence mais, um currículo criado para formar máquinas, pensado para que o professor fosse o centro do conhecimento.
O que muitos não percebem, é que as crianças tem uma mentalidade diferente hoje, que os jovens vivem na era digital, onde há informação a cada click do mouse, a cada mudança de canal, em cada folha de revista. O conhecimento está em tudo!
Aprende-se brincando, conversando no msn, assistindo televisão, debatendo em comunidades do orkut... Então, não cabe mais ao professor ser o “dono do conhecimento”, não cabe mais ao professor avaliar seu aluno por notas que nada mostram a respeito do seu processo de construção de aprendizagem e do conhecimento.
Como podemos avaliar seres diferentes com a mesma prova? Com os mesmos critérios? Como podemos saber se o sujeito aprende ou decora a matéria? Essas perguntas mostram uma “falha” no nosso sistema escolar!
Então, com a “chegada” da cibercultura, do uso da Internet, podemos mudar esse quadro. Os alunos se reúnem por interesse e pesquisam por curiosidade; o professor avalia o processo e as injustiças causadas pelas notas da prova final são finalizadas.
Sendo tantas idéias inovadoras e “diferentes”, fica difícil acreditar que isso dá certo. Mas acredite, funciona mesmo!
Desenvolvemos esse blog numa disciplina para pesquisar o que a nossa curiosidade quisesse saciar. Estamos motivadas por ser um assunto que escolhemos e que nos interessa. A cada nova pesquisa, mais dúvidas surgem, mais queremos buscar! A curiosidade e as dúvidas nos movem na busca pelo novo, pelo que desconhecemos, enfim, nos fazem prosseguir.
Esse é um caminho que a escola deveria trilhar, pois certamente haveria aprendizagem, já que os alunos estarão fazendo/pesquisando o que gostam e o professor, como mediador, deve dar novos horizontes, novas visões e perspectivas a essa pesquisa e, claro, deve estar sempre pesquisando!
Quem sabe, demos o primeiro passo, façamos uma experiência com a nossa turma. O resultado certamente surpreenderá! A mim, como aluna, está surpreendendo muitoooooooo!!!!!
Se você quiser saber mais sobre o texto "Avaliar na Cibercultura" click aqui:
http://www.idprojetoseducacionais.com.br/artigos/Avaliar_na_Cibercultura.pdf

Referência: RAMAL, Andrea Cecilia. “Avaliar na cibercultura” . Porto Alegre:
Revista Pátio, Ed. Artmed, fevereiro 2000.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Hoje, nas práticas pedagógicas, são usadas TDVEs, porque antigamente eram usados apenas livros, revistas, jornais, noticiários, televisão, etc. Hoje temos informações em frações de segundos, principalmente com o uso da internet.
E, como a internet, vem se tornando um meio de aprendizagem, de busca, de pesquisa; estão, aos poucos, surgindo cada vez mais tecnologias digitais. Podemos perceber que a concepção de aprendizagme, de como se dá o conhecimento, no aluno, mudou!
Conforme Lock (1960, p.2) " na concepção emprirista, o aluno é visto como uma tábua rasa, onde seus conhecimentos não são valorizafos e que o aluno apneas deve absorver o que lhe é ensinado."
Porém, graças aos novos conhecimentos que temos hoje, isso está mudando, estamos nos preocupando com o aluno; procurando saber como se dá a origem de seus conhecimento. Já temos novas teorias sobre essa origem do conhecimento, novas descobertas da psicanálise, da psicologia...
Assim sendo, as novas descobertas, os novos conhecimentos e formas de ensinar e de aprender unidas à internet, farão com que haja uma mudança de paradigma e com que a nossa prática pedagógica adquira cada vez mais ótimos resultados!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A importância da informática na Educação Infantil

Desde pequenos temos contato com a tecnologia. Tudo que nos rodeia é pura tecnologia. Sendo assim torna-se imprescindível abrirmos nossos horizontes para as formas mais eficazes de aprender a lidar com todas as inovações que estão surgindo no mercado.
O computador é uma tecnologia de extrema importância para todos nós e desde pequenas as crianças são atraídas e fascinadas por ele. Nós educadores, devemos então tornar este aprendizado prazeroso valendo-se de diversos recursos para que a criança seja instigada a pensar e agir, utilizando-se da máquina como um acessório de grande valia para o desenvolvimento de sua aprendizagem.
A escola então tem um papel fundamental na construção do uso desta tecnologia. Conforme o texto, ¨Projetos de aprendizagem no contexto da Web 2.0 : possibilidades para a prática pedagógica¨ de SCHLEMMER: ¨A metodologia de projetos por si só, é desafiadora para o professor, pois rompe paradigmas construídas através dos séculos. O processo não é mais definido somente pelo professor, as decisões são tomadas coletivamente e construídas ao longo do processo de ensino e de aprendizagem. Assim o professor também aprende, pesquisa e questiona¨.(2008, p.6)